A diversidade biológica (biodiversidade) reflete a variedade e a variabilidade da vida no planeta. Compreender a biodiversidade e contribuir para sua conservação depende, em primeira instância, das identificações taxonômicas que os cientistas realizam. Assim, os taxonomistas são as pessoas que se dedicam à prática de descrever, nomear e classificar os seres vivos, trabalhando para compreender a diversidade de espécies e as relações entre elas.
O estudo dos organismos que habitam os fundos marinhos é imprescindível para conhecer a saúde e a função dos ecossistemas bentônicos. Por isso é indispensável levantar a composição taxonômica, a diversidade das comunidades e a abundância de cada grupo (ou táxon) como parte de um monitoramento de longo prazo. Conhecer a biodiversidade existente em um determinado momento é o primeiro passo em uma complexa cadeia de estudos realizados a médio e longo prazo com a finalidade de implementar medidas de conservação, por exemplo, quando tais organismos podem funcionar como indicadores de mudanças em escala global.
No LARBIM, os estudos taxonômicos concentram-se em invertebrados marinhos que habitam o mar Argentino, principalmente o estudo de moluscos, equinodermos e nemertinos. O estudo desses grupos concentra-se na revisão tanto de espécies costeiras quanto de águas profundas, utilizando caracteres morfológicos e moleculares.
A resolução da identidade dos organismos inclui desde conhecer seu nome científico, sua distribuição geográfica e batimétrica, o estudo de seu hábitat, suas principais características morfológicas e suas adaptações ao ambiente. Tudo isso compõe a base de estudos posteriores e diversos, como a determinação de potenciais recursos pesqueiros, a identificação de espécies invasoras, a aplicação de organismos na indústria ou até o papel que cumprem nas cadeias tróficas.





