A variação morfológica dos organismos tem sido motivo de interesse desde tempos antigos, anteriores até aos estudos de história natural. A primeira pessoa a quantificar e dar importância à variação morfológica dos organismos foi Charles Darwin, cujo estudo lhe forneceu o correlato empírico do que mais tarde se converteria em sua grande obra. Por sua vez, dois dos pais da síntese moderna, Ernst Mayr e Sewall Wright, consideraram que a variação dentro e entre espécies é um conceito central em evolução. As diferenças entre os distintos grupos podem refletir a história filogenética, representar adaptações particulares a ambientes específicos, ou ainda refletir variações individuais sem correlato com o genoma dentro de uma mesma população.
O GEEIM tem como objetivo estudar a variação dos organismos em uma visão integral da mudança morfométrica associada principalmente a flutuações ambientais. Trabalhamos principalmente na variação fenotípica dos invertebrados marinhos patagônicos, já que a costa patagônica apresenta diferentes cenários ambientais tanto em micro quanto em macroescalas geográficas.
No GEEIM abordamos o estudo da variabilidade fenotípica a partir de uma perspectiva multidisciplinar, empregando técnicas de morfometria geométrica, genéticas e fisiológicas. O uso desse enfoque permite-nos detectar e descrever a variação intraespecífica e interespecífica com alto nível de detalhe e determinar os mecanismos subjacentes que as produzem. Nosso grupo caracteriza-se por uma grande interação com os demais grupos do LARBIM, já que a informação fenotípica tem muito a contribuir em questões pesqueiras, fisiológicas, ecológicas, taxonômicas e ecotoxicológicas.



